6 de agosto de 2010

Hoje escrevo-te de novo. Esta expressão será sempre tua, o leve sorriso por fora, a grande dor por dentro. Há muito tempo escrevi uma carta para ti, lembras-te? Começava assim:

 

“Não sei, já não sei, não sei. Lamentavelmente não sei o que senti. Fui ver-te e não sei o que senti, lamento. Lembro-me exageradamente do olhar severo daquele homem horrível, queria ter sentido um sinal, qualquer coisa. Mas não senti, não senti nada a não ser medo, repulsa daquele sítio. Senti raiva. Não sei se nunca existis-te ou se morres-te de vez. Não sei. Não acredito que estejas bem, porque se assim fosse iluminavas o meu caminho, é isso que as pessoas que moram no céu fazem, sabes? Por favor faz-me acreditar que estás perto, como eu sempre acreditei, como eu sempre soube. Se puderes volta. Um beijo com saudades.”

Fechei a carta e escrevi no destinatário, PARA: Um lugar chamado Sempre.


“Senhor meu Deus em Vós confio. Que Deus te guarde no Céu.”


O sorriso continua porque acredito que há pessoas que nunca serão esquecidas, de maneira nenhuma. A minha fé continua em pé.